Páginas

terça-feira, 20 de março de 2012

O Homen Ideal e Outras Conversas

Meu namorado imaginário tem mais ou menos a mesma idade que eu, não fuma, gosta de filosofia (pode não entender nada, mas tem que achar lindo!rs), não tem história mal-resolvida com ninguém, gosta de cinema, domingo em casa, passeio no parque, e é absolutamente encantado pela beleza das coisas pequenas.... um cheiro, um beijo, um carinho, um jasmim. Sem motivos. A gente tem um cachorro (que pode morar na casa dele, já que meu apartamento é MUITO pequeno), planos compartilhados de visitar o Oriente, plantar flores num jardim e passar férias longas em um país estrangeiro. Desses bem esquisito. A gente se entende pelo olho, pele, saliva, coração. Nosso tesão começa é na alma. Só que explode.




Meu namorado imaginário tem o sorriso mais bonito do planeta terra. E quando sorri de cantinho (disfarçando pra eu não ver que ele não gostou do meu sapato cor de melancia), eu finjo que fico brava mas na verdade eu acho lindo. E ele me abraça de um jeito que me faz sentir mais perto de Deus. E a gente se encontra naquele intervalo entre as coisas que são ditas e as coisas que as palavras não alcançam... e se transubstancia... em galáxias, cores, cometas, estrelas, incandescências... tudo ao mesmo tempo.... (imanências).



Meu namorado imaginário, às vezes vai comprar pão quentinho de manhã bem cedo, mas às vezes fica na cama ronronando feito um gatinho, cheio de manha, até tarde enquanto pede mais um dengo emburrado. E a gente se embola num aconchego gostoso de quem esqueceu que segunda é dia de trabalho... e as histórias de domingo estampam sorrisos mudos que nos escorrem pelos olhos. E a gente chora sem lágrimas. E se sente meio como numa história de cinema. Francês.



Meu namorado imaginário apóia meus sonhos, mesmo que não concorde com eles. É um homem que admiro muito mais do que consigo expressar com palavras. Tem manias tão irritantes quanto lindas que nos rendem as mais inusitadas histórias. Como ter medo de escuro ou não lavar a camisa em dia de jogo contra o Palmeiras. Ele me ensina a ser uma pessoa melhor. E me entende quando eu não consigo. Porque ninguém consegue às vezes. Nem ele.



Com meu namorado imaginário cada dia é um mergulho. E eu não preciso ter medo, porque nosso desejo é enternecer nosso universo. De um jeito que a gente não entende, mas que vibra e de repente faz tudo parecer que tem sentido. E a gente entende, como naquele texto da Marla, que encontramos leveza nas emoções que nos transbordaram porque estávamos prontos.... e escrevemos um dicionário de palavras distraídas. Adentramos no corpo de um poema recente, ainda disforme e falamos de amor usando a metáfora mais inocente... E então agradecemos profundamente por esta outra pessoa inteira, que jamais será uma metade e que, para a soma, com todas as alternativas que teve, preferiu seguir ... "ti a mim, me a ti, e tanto"...



Quando? Onde? Quem? Eu não sei. Mas talvez, como numa metáfora de cinema, o mais importante seja mesmo a jornada e não a meta.... Um dia a gente se encontra e ele me reconhece. Tenho fé em Deus.
 
Texto extraído de -> http://www.acasosafortunados.com/2012/01/nos-relacionamentos.html

sábado, 12 de novembro de 2011

Ninguém suspeita, mas sou uma pessoa muito rica.

Costumo dizer que amigos são grandes obras de Deus -como, de fato, são- , que tem como intuito único só nos acompanhar. Mesmo que em certos momentos só cumpram o "papel" de estar do nosso lado -mesmo que não estejam fisicamente- , sem dizer nada, já é um alívio abundante na nossa dor.
Os verdadeiros nos aturam em dias felizes, tristes, chatos, em TPM, sufocados, estressados, agoniados. Ajudam-nos a operar aquela maldade, puxam nossas orelhas quando vêem algo de errado, e mesmo assim, quando nos fudemos, lá estão eles, não para dizer "Eu te avisei", mas sim para nos dar a mão, o ombro, o corpo todo -tudo que for necessário- para nos levantar do chão.
É amor, um laço, que temos convicção que não será quebrado

Hoje, em meio a tantos tumultos emocionais, coração repleto de band-aid, sorri um riso tão puro, feliz, meio descompassado, como há muito não dava.
A culpa é toda da Senhora Drª Sandy Luz. Toda!
Uma alma pura, extremamente linda, que me roubou o riso, e algumas lágrimas extras.
"Liguei antes que você se jogasse do Elevador Lacerda."
"Se cuida, viu? Amo, amo, amo, amo muito você."

-Meu anjo cor-de-rosa... Como eu te queria por perto.-


E como se eu não me contentasse em possuir pedras preciosas, tenho a honra de ter comigo, iluminando todos os meus dias. A princesa, com vocês, Binha Borges.
-Fala de Maria Gadú para Leandro Léo, adaptada.- Ela lerá isso, e dirá: "Mais é besta."
Eu, simplesmete, agradeço por me tirar todos os dias do fundo do poço, por me resgatar da lanterna dos afogados, e me fazer sorrir, me fazer viver.
Não sabe a força que me traz...

Por fim, agradeço a tantos vários outros.
Feliz sou eu em tê-los comigo!


PS.: Queria falar de todos, mas o post ficaria muito grande, e além de que, não disponho de tempo para
escrever.
Foi uma vontade repentina, que, se eu não vomitasse, me doeria. 


Por: Uilma Simões

sábado, 3 de setembro de 2011

Quem ela pensa que é?

“- Ela me paga, quem ela pensa que é? Me tratar desse jeito e achar que vai ficar por isso mesmo? Esta enganada. Se estiver pensando que vou chorar, ser amorosa e carinhosa e fingir que nada aconteceu, pode ir tirando seu cavalinho da chuva. Sou boazinha até certo momento, mas quando eu sou má... Sai de baixo.”


Normalmente quando estamos magoados ou simplesmente chateados com algo ou alguém, falamos esse tipo de coisa. Nossa reação é automática, e esquecer o que aconteceu não passa em nossa cabeça, e ainda batemos o pé afirmando que está fora de cogitação perdoar.  Queremos que tudo seja do nosso jeito, queremos corrigir o que esta errado (Isso ao nosso Ponto de vista), e não nos preocupamos se estamos nos mostrando orgulhosos ou egoístas, tratamos as pessoas com indiferença ou tentamos fazer com que ela enxergue que estamos certos e ela está absolutamente errada.
É interessante como nunca damos o braço a torcer, nunca admitimos o quanto somos orgulhosos. E isso não é uma coisa difícil de perceber, porque se trata de uma coisa que só enxergamos nos outros e nunca em nós, mas se analisarmos o motivo das nossas desavenças e problemas de relacionamento, notaremos que são bem parecidos com o que chamamos de ORGULHO, arrogância, prepotência, vaidade esnobismo e dentre outros adjetivos que não daria para mencionar aqui. Quando agimos com orgulho em relação aos problemas de relacionamentos, sejam eles com amigos, familiares, namorados ou até pessoas que malmente conhecemos, estamos tentando provar para essas pessoas o quanto somos IMPORTANTES. Quando uma amiga fala algo que não gostamos, ficamos chateados e até evitamos essa amiga, e tudo isso para mostrá-la que somos importantes e que não deve nos tratar assim. Quando o namorado faz alguma coisa que nos deixa triste, logo tratamos de fazer aquele biquinho atraente e aquela cara emburrada. O que precisamos ter, é auto – estima, não orgulho, e por vezes cometemos o erro de confundir esses dois sentimentos, o orgulho não resolve nada, não paga suas contas, não te dá novos amigos, não reata seu namoro, não faz com que seus familiares te achem legal, a auto- estima sim. Até porque, quando nos amamos, não permitimos que o orgulho nos obrigue a fazer o que não achamos legal ou não queremos, e por isso mantemos o controle mesmo que a situação não seja das melhores, e não ficamos tentando chamar a atenção de Deus e o mundo. Observa-se que uma pessoa que consegue controlar e contornar uma situação é admirada e elogiada, ela sobressai naturalmente, enquanto o oposto é constrangedor.
Fica a dica: Quando alguém te chatear, olhe nos olhos dessa pessoa e a trate normalmente, fazendo assim, ensinará bem mais do que se tivesse a evitado. Sei que é difícil, mas não é impossível, faça um esforço, tente, e se sentirá bem melhor.


Binha Borges